Ultra-som: o espaço que capta o eco das notíciasSurrealismo I
Numa das escolas secundárias da capital dois alunos se envolveram numa briga violenta em que, graças a Deus, danos de maior, só o facto de uma cadeira ter ficado com a perna partida.
Ao tomar conhecimento do ocorrido a Directora do estabelecimento de Ensino mandou chamar logo os dois marmanjos e começou o seu longo discurso didáctico-pedagógico-construtivo da valorização da não-violência e promoção do entendimento pela via do diálogo. No meio da comunicação, um dos envolvidos interrompe a Tutora e propõe o seguinte: a Sra. podia dar-me licença para eu ir chamar o meu Director de Turma?
-Para quê meu filho?
- Acho que ele também devia ouvir este sermão, pois há dias quase passou a nossa professora de Geografia, aplicando-lhe uns pontapés, estilo Matrix, uns socos, estilo Rambo, e ainda algumas cadeiradas na zona lombar!
- Apanhada de surpresa, a Pedagoga saiu-se com essa: e ainda dizem que a televisão não incita a violência nas escolas!
Surrealismo II
Há dias compadre Antenor ficou bastante irritado com um colega Jurista que insistia que em Cabo Verde não existe liberdade de Imprensa.
Veja bem: neste País a oposição tem um semanário, um mensário, um jornal electrónico e uma rádio.
De quebra, ainda é permitido a existência de um blog, chato p´ra carago, como o Capulino que mete o pau em todo o mundo (no bom sentido, é claro!) desde o Presidente da República, passando pelos profissionais da Comunicação Social e indo até ao cidadão comum.
- Afinal, temos ou não liberdade de Imprensa?
Surrealismo III
Em um dos textos da última edição de um Jornal afecto à oposição, a dada altura o articulista comenta: “… é agora a vez do governo Bush dar nota negativa em praticamente todos os quistos analisados em 2006”. Quistos!!!??? Só depois de ler este parágrafo é que entendemos o porquê de tanta atrapalhação e confusão durante o artigo todo.
Só um conselho ao Sr. articulista: com quisto na cabeça não se brinca!
Jorge Garcia

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